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Tragédia anunciada: risco em travessia foi denunciado, à justiça, há 10 anos

A tragédia com a embarcação “Cavalo Marinho I”, que virou na Baía de Todos os Santos,, nesta quinta-feira (24), aconteceu dez anos depois de a Associação dos Consumidores do Estado da Bahia (Aceba), denunciar, à Justiça, a vulnerabilidade das lanchas usadas nas travessias de passageiros entre Salvador e ilhas do município de Vera Cruz.

A ação cautelar, apresentada em 2007, só foi acolhida em janeiro de 2011, quando o juiz Ruy Eduardo Almeida Brito, titular da 6ª Vara da Fazenda Pública de Salvador, determinou a suspensão da travessia por entender que os equipamentos não ofereciam segurança para os usuários do serviço.

A decisão, contudo, foi ignorada e as travessias seguiram nos mesmos moldes – com o agravante de ter demanda excessiva, típica do período de verão.

A Associação dos Transportadores Marítimos da Bahia – Astramab, alegou que não tinha atribuição para proibição ou liberação da travessia, mas, apenas fiscaliza a segurança das embarcações. Informou que o controle do tráfego hidroviário, ficava a cargo da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia – Agerba, que também deveria comunicar, à Capitania dos Portos, sobre a decisão judicial.

Depois disso, um entendimento entre o Ministério Público da Bahia – MP-BA e a Agerba, pontuou o caso, mas sem solução prática.

SUSTOS NO MAR – em maio deste ano, passageiros levaram um susto, a bordo da lancha Nossa Senhora da Penha.

“A onda foi muito grande e atingiu a proa da lancha. Se o marinheiro não fosse experiente poderia ter ocorrido algo muito pior”, contou um dos passageiros que usou a embarcação.

Na ocasião, a Astramab disse que se tratava de um caso isolado e que não havia recomendação da Marinha para que as lanchas suspendessem o serviço.

Um mês depois a travessia foi suspensa por causa do mau tempo.

Em 2014, um catamarã, sofreu um início de naufrágio, durante a travessia entre Morro de São Paulo e Baía de Todos os Santos, após vazamento em uma das partes laterais, conhecidas como “canoas”. Embarcações próximas ajudaram a resgatar os passageiros até o Centro Náutico da Baía de Todos os Santos.

ACIDENTES – segundo dados do Ministério da Saúde, entre 2006 e 2015, Bahia e Pará – estados onde aconteceram tragédias marítimas esta semana – tiveram 177 mortes decorrentes de acidentes com embarcações. O número geral no Brasil é de 981 vítimas.


Fonte: Bocão News
Por ITINGA TV – 25/08/2017

 

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NeyBarbosa

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