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Educação & Cultura

Audiência Pública destaca importância da construção coletiva para a cultura em Lauro de Freitas

NeyBarbosa
Escrito por NeyBarbosa

Que Cultura Nós Queremos?

Esse foi o tema da audiência pública, realizada na noite desta quinta-feira (01), no Cine Teatro de Lauro de Freitas. O evento, que contou com a participação de representantes da sociedade civil e do governo municipal, foi iniciado com a apresentação dos grupos culturais Fanfarra Juvenil do Lagoa dos Patos; Capoeira Sementes da Raça Negra; Percussivo Artcum; Loca de Teatro, Criando Asas, Pé de Poeta, Bankoma e Bambolê.

Na audiência, o secretário municipal de Cultura, Manoel Carlos dos Santos, destacou a importância do encontro para a construção coletiva, marca de uma gestão participativa e comprometida com o que é deliberado pelo Conselho Municipal de Cultura. O secretário lembrou algumas ações recentes realizadas pela secretaria, a exemplo de duas jornadas culturais, do festival municipal de dança, que contou com a participação de 17 grupos e da Companhia Municipal de Teatro Amador, que atua com mais de 100 jovens carentes, da rede municipal de ensino. Além disso, ele ressaltou eventos que ainda estão por vir e que contarão com o apoio da Secult, como a 2ª Jornada de Teatro do Oprimido e da Oprimida, confirmada para o mês de outubro.

Representando a prefeita Moema Gramacho, o chefe de gabinete Roberto Lopes parabenizou a apresentação dos grupos culturais do município, destacando a importância da audiência pública para a ampliação da participação de cada cidadão no processo de construção de políticas públicas, voltadas ao desenvolvimento dos diversos grupos culturais de Lauro. O município tem, hoje, 52 eventos calendarizados, destes, 22 são considerados eventos que ressaltam as manifestações da cultura tradicional.

O fortalecimento da cultura da não exclusão e a utilização de projetos culturais, voltados ao público jovem, como ferramenta de enfrentamento da violência, foi o debate levantado pelo presidente do Conselho Municipal de Cultura, Alcides Jorge Carvalho do Santos. Em fim de mandato, o presidente comemorou avanços importantes de sua gestão, a exemplo do respeito às decisões tomadas pelo Conselho. Criado em 2008 e instalado no ano seguinte, o Conselho está com inscrições abertas. Os interessados, em compor o colegiado, devem se inscrever até o próximo dia 9 de agosto, na sede do órgão, localizada no Terminal Turístico Mãe Mirinha de Portão.

Representante da Associação São Jorge da Goméia, do Bairro de Portão, a presidente do Ponto de Cultura Bankoma, Lúcia Neves, lembrou os obstáculos encontrados pelos negros ao longo da história e falou sobre o desafio diário de manter firme a ancestralidade do seu povo, resguardada e protegida pelo Candomblé. Mãe Lúcia também destacou o trabalho realizado no Bankoma, durante todo o ano, a exemplo dos cursos de percussão; dança; fabricação de instrumentos; oficinas de corte e costura e estética afro, ações que geram emprego e renda e que ganham visibilidade durante o Carnaval no desfile do Bloco Bankoma. O grupo leva, para a avenida, a música; dança; adereços; roupas e instrumentos, resultado de um trabalho realizado durante todo o ano.

Participantes de diversos movimentos culturais, do município, também deram sua contribuição, trazendo à tona o debate em torno das conquistas alcançadas, como a instituição do Plano Municipal de Cultura de Lauro de Freitas, a partir da lei nº 1.754, aprovada em 2018 e a gestão democrática dos recursos destinados aos projetos culturais, decididos sempre a partir das deliberações do Conselho de Cultura, formado por integrantes do governo e da sociedade civil. Apesar de reconhecer os avanços, os participantes também levantaram demandas dos agentes culturais, com destaque para a realização de editais e o aumento dos recursos destinados ao Fundo de Cultura.

Compuseram também, a mesa de debates, Elisangêla Santos Souza (Secult Municipal); Luciana Tavares (vereadora); Tina Tude (titular do Conselho, no Segmento de pesquisa historiográfica, identidade e memória); Sueli Ribeiro (representante do Centro de Culturas Populares e Identitárias/Secult-BA); Tássio Revelat (professor da Educação Básica) e o historiador Gildásio Freitas.


Por: Rodrigo Castro
Fotos: Camila Custódio
Fonte: Ascom/PLF

Sobre o autor

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