Colonização e Datas Importantes

Por época da colonização, os índios apanhavam ou eram mortos pelos brancos. Assim eram tratados os donos da terra, pelos colonos.

Para por fim a essa crueldade, os jesuítas decidiram requerer, com apoio de Nóbrega, aldeamentos fixos, onde, segundo eles, o índio estaria a salvo das injustiças dos brancos, teriam um regime de defesa, vivendo socialmente e com religião cristã.

– 1549 – chega o primeiro grupo liderado pelo padre Manoel da Nóbrega, na comitiva do governador-geral Tomé de Souza. A primeira tentativa de aldeamento pelos Jesuítas foi por volta de 1550, com a colaboração de Caramuru.

– 1558 – é instalada, às margens do Rio Joanes, a missão do Espírito Santo (primeiro aldeamento indígena), pelos padres da Companhia de Jesus, para a conversão dos Índios Tupinambás (ao Cristianismo), que habitavam naquelas terras.

– 1578 – surge nova aldeia, a de São João, também às margens do rio Joanes.No mesmo ano, funda-se a Freguesia de Santo Amaro de Ipitanga, antigo nome do lugar, no bispado de D. Antônio Barreira. A mesma tinha vasto território, inclusive, algumas fontes afirmam que começava na Boca do Rio e ia até o Rio S. Francisco, enquanto outras afirmam que iniciava em Itapuã e findava às margens do Rio Real.

– 1587 – Gabriel Soares de Souza publica o livro Tratado Descritivo do Brasil, obra que fornece informações sobre a geografia do nordeste brasileiro, os costumes dos indígenas, a agricultura e o desenvolvimento da Bahia. Apresenta um roteiro das costas do Brasil, uma relação minuciosa de plantas, animais, frutos, a terra e homem brasileiros, sendo considerada como o fonte mais rica de informações sobre a colônia no século XVI.

– 1608 – no bispado de D. Constantino Barradas, instalou-se a missão de Sto. Amaro de Ipitanga, nas terras de Ipitanga (água vermelha, em tupy guarany).

– 1609 – morre Garcia D’Ávila “o velho”, o primeiro colonizador do litoral norte da Bahia.

– 1624 – os oficiais do Senado o clero e parte da população refugiam-se em terras da freguesia de Sto. Amaro de Ipitanga e aldeia do Espírito Santo, atual Abrantes, organizando a resistência armada contra a 1ª Invasão Holandesa.

– 1687 – lavra-se a carta foral da Irmandade de Sto. Amaro de Ipitanga, por parte do Senado da Câmara da Bahia .

– 1759 – são expulsos Manuel da Nóbrega, José de Anchieta (apóstolo do Brasil), Fernão Gardim, Luiz Datran, os jesuítas da Companhia de Jesus. Após atuarem por 210 anos no litoral norte, são forçados a abandonar suas missões religiosas e deixam as aldeias nas mãos dos índios e colonos e da coroa português.

– 1809 – citação do engenho de Japara, um dos principais engenhos de açúcar do recôncavo baiano.

– 1814 – fevereiro – escravos rebelados das armações da baleia atacam o povoado de Sto. Amaro de Ipitanga, sendo contidos, após algumas horas de batalha, pela legião da Torre de Garcia D’Ávila.

– 1824 – o batalhão dos periquitos, revoltados desde a ante-véspera, passa em retirada por Sto. Amaro de Ipitanga para acampar em Abrantes.

– 1835 – 06 de outubro – são extintos, por lei imperial, os morgados do Brasil.

– 1851 -17 de abril – é extinta, após 250 anos de criação, a Freguesia de Sto. Amaro de Ipitanga e a sua sede é transferida para Nossa Sra. da Conceição de Itapuã, gerando protestos nos habitantes locais.

– 1855 – Santo Amaro de Ipitanga é vitimada por uma epidemia de cólera, vitimando muitas pessoas, despovoando os engenhos de açúcar o que concorreu para a sua decadência.

– 1880 – decreto provincial desliga o povoado da capital e une a Abrantes.

– 1926/28 – construção da 1ª barragem de ipitanga.

– 1929 – março – início da construção, pelos franceses da Latécoére (Empresa Francesa de Aviação Civil), do primeiro campo de aviação da Bahia, na antiga Vargem Grande, a Fazenda Portela.

– 1932 – é desmembrado de Montenegro (Camaçari), o Distrito de Paz de Santo Amaro de Ipitanga.

– 1940 – início da construção da Base Aérea, o que detonou uma verdadeira mutilação territorial, subtraindo, do município, quase que 70% de suas terras originais.

– 1942 – maio – aviões anti-submarinos, partidos da Base Aérea, afundam, perto do Atol das Rocas, um submarino alemão em águas territoriais brasileiras.

– 1942 – 05 de novembro – instalação da Base Aérea em Santo Amaro de Ipitanga.

– 1943 – Santo Amaro de Ipitanga é elevada à categoria de sub-distrito.

– 1954 – a Lei Municipal nº 502, eleva Santo Amaro de Ipitanga à categoria de distrito e é instalada a 1ª rede elétrica.

– 1961 – indicação nº 03/61, de autoria do vereador (PSD) Paulo Moreira de Souza, é apresentada à Câmara Municipal de Salvador, atendendo a pedidos de lideranças locais, que visavam a emancipação, para um melhor governo.

– 1962 – 27 de julho – Lei Estadual nº 1753 é sancionada pelo governador Juracy Montenegro Magalhães. Três dias após, esta lei é publicada no Diário Oficial e o município de Lauro de Freitas passa, oficialmente, a existir.


A Redação

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