Ápio Vinagre

Com a perna no mundo

Bom dia, a Bênção, Mukuiu.

Uma das mais belas canções de Gonzaguinha dá o tom da nossa mensagem de hoje. Lançada em 1979, no álbum “Gonzaguinha da vida”, a música “Com a perna no mundo” acaba relatando um momento importante da vida dessa grande personalidade da nossa MPB.

A dúvida sobre quem seria a Dina, destinatária do carinho da letra de Luiz Gonzaga Jr. foi melhor elucidada no filme ” Gonzaga, de pai para filho. “Órfão de mãe, que morreu de tuberculose aos 22 anos, e com o pai ausente, Gonzaguinha foi criado no morro de São Carlos por um músico, Enrique Xavier, e sua mulher, Dina, amigos de Luiz Gonzaga. Viveu com eles parte da infância e da adolescência. Até o dia em que, já na faculdade, pega o violão, desce o São Carlos e vai morar com o pai…” trecho extraído do site de Maurício Stycer (Ver integra abaixo).

A passagem de cada pessoa, com quem convivemos, em nossas vidas, é responsável pela escrita de palavras, frases, páginas, livros, enfim, de histórias que teremos prazer ou não em revisitar ao longo de nossa existência.

A importância de nossos país, irmãos, filhos, netos, parentes, amigos, amores, etc, sobre esse aspecto é fundamental em nosso viver.

Assim também somos nós, nas vidas de quem convivemos. Cuidemos pois de escrever histórias e trajetórias, que nem nós e nem o outro tenhamos vergonha ou dissabor em fazer sua releitura.

Que Nkossi nos proteja e nos empreste suas armas para que possamos verdadeiramente enfrentar as demandas da vida.

Boa terça feira.

“… Acreditava na vida
Na alegria de ser
Nas coisas do coração
Nas mãos um muito fazer

Sentava bem lá no alto
Pivete olhando a cidade
Sentindo o cheiro do asfalto
Desceu por necessidade

O Dina
Teu menino desceu o São Carlos
Pegou um sonho e partiu
Pensava que era um guerreiro
Com terras e gente a conquistar
Havia um fogo em seus olhos
Um fogo de não se apagar

Diz lá pra Dina que eu volto
Que seu guri não fugiu
Só quis saber como é
Qual é
Perna no mundo sumiu

E hoje
Depois de tantas batalhas
A lama dos sapatos
É a medalha
Que ele tem pra mostrar

Passado
É um pé no chão e um sabiá
Presente
É a porta aberta
E futuro é o que virá, mas, e daí?

ô ô ô e á
O moleque acabou de chegar
ô ô ô e á
Nessa cama é que eu quero sonhar
ô ô ô e á
Amanhã bato a perna no mundo
ô ô ô e á
É que o mundo é que é meu lugar…”

Descrevendo a imagem para pessoas cegas e/ou com baixa visão:

Card na cor branca e cinza, onde se lê em letras pretas, o seguinte texto, atribuído a Charles Chaplin:

“… A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos…”

Confira o texto de Maurício sobre a música, CLICANDO AQUI!

 

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