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Ápio Vinagre

Disparada

Bom dia, a Bênção, Mukuiu.

Viajamos ao ano do meu nascimento nesta manhã de sexta feira. Festival de música da Record de 1966, com a ditadura militar em pleno curso.

Nesse ano Jair Rodrigues, que no próximo dia 06 faria 80 anos, se vivo estivesse, defendeu “Disparada”, composição de Geraldo Vandré e Théo de Barros, vencendo a competição após empate com “A banda”, .de Chico Buarque.

Segundo o site Wikipédia “… Em “Disparada”, Vandré faz uma comparação entre a exploração das classes sociais pobres pelas mais ricas e a exploração das boiadas pelos boiadeiros, entre a maneira de se lidar com gado e se lidar com gente…” Nessas viagens ao fervor musical da época de chumbo no Brasil, me assombra a sua semelhança, do ponto de vista social e político, com os tempos atuais.

É o governo federal impondo censura a jornalistas inclusive através de notas oficiais, como a feita pelo MEC.

É o governo da capital baiana tentando tiranizar a festa de Yemanja dizendo que não irá permitir manifestações políticas e pior, praticando racismo religioso ao usurpar o nome da Orixá homenageada na festa, num completo descompasso com a pluralilidade religiosa de Salvador.

É preciso reagir! Com inteligência, com garra, mas, acima de tudo, com unidade entre os que se opõem a esses modelos tiranos.

Hoje tomam posse Deputados Estaduais, Federais e Senadores. Dos (as) que representam a ala progressista da política, espero firmeza no enfrentamento do que se apresenta nesse governo. Pois resistir e enfrentar será mais que necessário. Será imperativo.

Que Lembarenganga nos estenda seu Alá e nos dê a sabedoria e a garra para lutar pela paz que necessitamos, interiormente e ao nosso redor.

Boa sexta, ótimo fim de semana.

“… Prepare o seu coração pras coisas que eu vou contar
Eu venho lá do sertão, eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão e posso não lhe agradar
Aprendi a dizer não, ver a morte sem chorar
E a morte, o destino, tudo, a morte e o destino, tudo
Estava fora do lugar, eu vivo pra consertar

Na boiada já fui boi, mas um dia me montei
Não por um motivo meu, ou de quem comigo houvesse
Que qualquer querer tivesse, porém por necessidade
Do dono de uma boiada cujo vaqueiro morreu

Boiadeiro muito tempo, laço firme e braço forte
Muito gado, muita gente, pela vida segurei
Seguia como num sonho, e boiadeiro era um rei
Mas o mundo foi rodando nas patas do meu cavalo
E nos sonhos que fui sonhando, as visões se clareando
As visões se clareando, até que um dia acordei

Então não pude seguir valente em lugar tenente
E dono de gado e gente, porque gado a gente marca
Tange, ferra, engorda e mata, mas com gente é diferente
Se você não concordar, não posso me desculpar
Não canto pra enganar, vou pegar minha viola
Vou deixar você de lado, vou cantar noutro lugar

Na boiada já fui boi, boiadeiro já fui rei
Não por mim nem por ninguém, que junto comigo houvesse
Que quisesse ou que pudesse, por qualquer coisa de seu
Por qualquer coisa de seu querer ir mais longe do que eu

Mas o mundo foi rodando nas patas do meu cavalo
Já que um dia montei agora sou cavaleiro
Laço firme e braço forte num reino que não tem rei…”

Descrevendo a imagem para pessoas com deficiência visual e/ou com baixa visão:

Imagem em Preto e Branco onde se vê uma paisagem campestre ampliada por uma lente e onde se lê em letras brancas o seguinte texto:

“… Sou dono da minha paciência, rei do meu pensamento, cúmplice das minhas decisões e mestre da minha liberdade…”

Sugiro a leitura da análise feita pelo Professor Tiago Menta. CLIQUE AQUI para acessar!

 

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APIO VINAGRE NASCIMENTO

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