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Ápio Vinagre

E o mundo não se acabou

Bom dia, a Bênção, Mukuiu.

Se viva estivesse, Carmen Miranda completaria, hoje, 110 anos.

Maria do Carmo Miranda da Cunha, foi uma cantora e atriz brasileira, de nacionalidade portuguesa, mas radicada no Brasil, desde os dez meses de idade.

Sua carreira artística transcorreu, no Brasil e Estados Unidos, entre as décadas de 30 e 50.

Assis Valente compôs “E o mundo não se acabou” em 1938, mesmo ano da sua gravação, por Carmen.

Na minha infância, se dizia muito, que o mundo se acabaria no ano 2000 e isso era sempre tema de conversas e elucubrações, com os coleguinhas da época, que iam da dor de barriga, com a ideia, até o realismo fantástico. Diversas outras teorias já surgiram, sobre o tema. Mas, até hoje, “o tal do mundo não se acabou.”

Pegando carona, no samba de Valente, compreendendo o fim do mundo, para cada um de nós, como a nossa passagem desse plano físico, você já parou pra pensar, em como está tocando a sua vida?

O que ocorre de injustiça, a sua volta, tem sua indignação ou sua indiferença? O sofrimento do outro, lhe comove? Lhe mobiliza? Enfim, se o mundo acabasse amanhã, pra você e você pudesse, desencarnado, avaliar o que foi sua vida, qual resultado você teria? Partiria feliz e satisfeito, ou triste e frustrado?

Que possamos fazer a nossa vida valer a pena, sempre e que a nossa compreensão de que o outro, independente da sua cor, gênero, orientação sexual, expressão de fé ou qualquer outra característica, tem tanto direito a este planeta, de forma plena, quanto cada um de nós, seja uma regra e não uma exceção.

Que as Yabás nos protejam e que as águas lavem e levem, para bem longe de nós, qualquer tipo de maldade que esteja a nos rodear.

Um ótimo sábado.

“… Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar
Por causa disso a minha gente lá de casa começou a rezar
E até disseram que o sol ia nascer antes da madrugada
Por causa disso nessa noite lá no morro não se fez batucada

Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar
Por causa disso a minha gente lá de casa começou a rezar
E até disseram que o sol ia nascer antes da madrugada
Por causa disso nessa noite lá no morro não se fez batucada

Acreditei nessa conversa mole
Pensei que o mundo ia se acabar
E fui tratando de me despedir
E sem demora fui tratando de aproveitar

Beijei na boca de quem não devia
Peguei na mão de quem não conhecia
Dancei um samba em traje de maiô
E o tal do mundo não se acabou

Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar
Por causa disso a minha gente lá de casa começou a rezar
E até disseram que o sol ia nascer antes da madrugada
Por causa disso nessa noite lá no morro não se fez batucada

Chamei um gajo com quem não me dava
E perdoei a sua ingratidão
E festejando o acontecimento
Gastei com ele mais de quinhentão
Agora eu soube que o gajo anda
Dizendo coisa que não se passou
Ih, vai ter barulho e vai ter confusão
Porque o mundo não se acabou

Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar
Por causa disso a minha gente lá de casa começou a rezar
E até disseram que o sol ia nascer antes da madrugada
Por causa disso nessa noite lá no morro nem se fez batucada…”

Descrevendo a imagem para pessoas com deficiência visual e/ou com baixa visão:

Imagem de uma estrada, sem carros, com vales e montanhas nas suas duas margens, captada do perfil @alexdabahia, onde se lê, em letras pretas, em caixa alta, o seguinte texto:

“… TODOS SOMOS CAMINHANTES, QUE ANDAM NO TRAÇADO DO TEMPO EM BUSCA DO MAIS IMPORTANTE ENDEREÇO: O ENDEREÇO DENTRO DE SI MESMO…”

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APIO VINAGRE NASCIMENTO

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