Armando Correa

A Essência Humana na Integração Organizacional

Historicamente, encontramos diferentes formas de fragmentação humana, embasadas no modelo de ciência que utilizamos, a exemplo da divisão do trabalho e especialização do operário, contribuindo, também, para o isolamento das pessoas e a perda de visão do todo.
As organizações buscam, avidamente, encontrar soluções para os problemas fundamentais de comunicação. Entraves relacionados ao capital humano e a fragmentação departamental existente. A finalidade é a de integrar os vários departamentos que constituem a corporação (termo este que deriva da palavra corpo, com sentido integral).

Uma das formas de se trabalhar esta deficiência tem sido a utilização de softwares de integração, que são programas criados para coordenar as múltiplas informações que transitam nas organizações (palavra derivada de órgãos, ou conjunto deles). Porém, o ser humano age de forma complexa, o que torna frustrante algumas tentativas desta envergadura.
Alguns pontos fundamentais devem ser observados nas pessoas, tais como a sua forma de se relacionar com os outros, seu modelo de aprendizagem, história, personalidade, etc. Caso isto não ocorra na organização, os colaboradores, com o passar do tempo, procuram digerir, pouco a pouco, a imposição do que lhes foi “gentilmente oferecida”. Em conversas pelos corredores é possível ouvir a tradicional frase: “Este programa parece ter piorado ainda mais a nossa situação”, ou ainda, “Preferia como era antes”.

É primária a necessidade de se levar em conta a vida subjetiva do ser humano para desenvolver programas de integração. A prioridade é se concentrar no relacionamento sócio-afetivo, para depois, com mais facilidade – e leia-se em graus reduzidos – os de informações e atividades específicas da Companhia (palavra que significa comer junto o pão, em companhia).

Tomar as ações de forma isolada, unilateralmente, aumentará os riscos, e com isso, dificilmente a organização se aproximará do sucesso. Criar culturas organizacionais facilitadoras é um desafio que deve ser implementado rápida e firmemente. O sucesso está ligado ao fato de nos aprofundarmos em conhecimento sobre o outro e extrair alguns modelos de como se dá o processo de aprendizagem. Para isso, precisamos nos dedicar em ouvir o outro mais atentamente, percebendo a sua totalidade. Como ele pensa e sente. O que o motiva na vida.

Vivemos em constante aprendizagem. Não percebemos isto em virtude das pequenas diferenças que ocorrem em cada nova aquisição. Ficamos mais velhos, sutilmente, e como nos disse o filósofo Heráclito (535 – 470 a.C.): “É impossível nos banharmos duas vezes no mesmo rio”.

O caminho das pedras preciosas está, em também, levar em conta as emoções e os processos subjetivos do ser humano. Observar e conhecer a sua totalidade, para que, correspondentemente, ocorra a tão sonhada integração. Com estas questões facilitadoras, talvez seja mais fácil implantar programas que buscam a unidade organizacional. No ser humano nascem os problemas e as soluções. Cabe, coerentemente, nos apropriarmos de tudo que lhe diga respeito para que a criatividade seja revelada através do exercício de ser e, a superação dos obstáculos seja entendida como parte de um processo de evolução.

As organizações contam com os seus colaboradores. Apenas, não percebem tão claramente que as partes fragmentadas desta convivência geram frustração e dificuldades na sobrevivência. Há um mercado extremamente competitivo e em crescimento que demanda atitudes, idéias, planejamentos, implementações e, sobretudo, integração humana. Isto faz total diferença.

Sobre o autor

Armando Correa de Siqueira Neto

Armando Correa de Siqueira Neto

Armando Correa de Siqueira Neto
CRP 06/69637
Psicólogo, consultor, conferencista e escritor.
Professor de Gestão de RH da Faculdade de Administração de Limeira/SP.
Professor de Pedagogia Empresarial pela Faculdade Maria Imaculada de Mogi Guaçu/SP
Mestrando em Liderança pela Unisa Business School.
e-Mail:
Colaborador do Jornal Portal de Lauro

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