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Historiador resgata participação de Lauro de Freitas na Independência na Bahia

Ray Casales
Escrito por Ray Casales

O município de Lauro de Freitas teve papel importante para a consolidação da Independência da Bahia, no dia 2 de Julho de 1823

Quem afirma essa participação, no processo de separação definitiva do Brasil, do domínio de Portugal, é o historiador Gildásio Freitas. De acordo com as suas pesquisas, a antiga Freguesia de Santo Amaro do Ipitanga serviu de abrigo para as tropas brasileiras, durante as lutas contra o exército português.

Nos solos férteis da Freguesia do Ipitanga, existiram 13 engenhos de cana-de-açúcar. Dentre eles, o engenho do Caji se tornou refúgio do general Pedro Labatut, com suas tropas da brigada de esquerda. O abrigo foi cedido pelo coronel João Ladislau de Figueiredo e Mello, proprietário do engenho. Com o local seguro para descansar e tratar os soldados feridos, Labatut reestruturou as tropas e traçou as estratégias para intimidar as forças portuguesas do brigadeiro Madeira de Melo.

A população do Ipitanga, hoje Lauro de Freitas, teve uma ativa participação nas lutas pela independência, além do registro de muitos dos seus filhos na linha de frente das batalhas. Segundo o historiador, a recepção dos moradores às tropas era de aclamação. O apoio vinha da vontade pela liberdade do Brasil. “Lauro de Freitas sediou uma das mais importantes brigadas na luta pela independência”, enfatizou Gildásio.

Outro fator histórico, é a ligação do município com o bairro de Valéria, em Salvador. Na época da luta pela independência da Bahia, a localidade, que também foi cenário de movimentação, fazia parte da freguesia de Santo Amaro do Ipitanga. Nos arquivos da Prefeitura de Lauro de Freitas, há registros do segundo prefeito da cidade (anos 60), Amarílio Tiago dos Santos, na comemoração do dia 2 de Julho, em Valéria. Sua participação na localidade era uma demonstração do elo.

Periquitos no Litoral

Conhecido como “Batalhão dos Periquitos”, o levante que envolveu homens e mulheres de Salvador e do Recôncavo, durante as guerras de independência, teve sua passagem em Lauro de Freitas. Após a consolidação das lutas, homens do batalhão seguiram para o Litoral Norte. Mas foi, na antiga freguesia do Ipitanga, conforme relata Freitas, que parte dos periquitos confrontaram-se, entre si, causando pânico à população da época. O motivo seria um desentendimento entre os membros. Maria Quitéria, a maior heroína nas lutas pela independência do Brasil fez parte do batalhão.

José Álvares do Amaral

Nascido em 1822, um ano antes da culminância da Independência da Bahia, José Álvares do Amaral, primeiro jornalista de Lauro de Freitas, se tornou um memorável agente nas celebrações do 2 de Julho. A cargo do presidente da comissão dos festejos, José foi responsável pela viabilização da construção do panteão cívico do caboclo e cabocla, símbolos de vitória nas Guerras de Independência, localizado na Lapinha, em Salvador. José é escritor do livro “Resumo Cronológico da Bahia”.

A Academia de Letras de Lauro de Freitas e as associações, Comercial do município e Arcas de Ipitanga, entre outras instituições, estão formando uma comissão que vai organizar a comemoração do bicentenário de José Álvares do Amaral, daqui a três anos. O professor Gildásio Freitas também é membro da Academia e do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia.


Por: Laerte Santana – Jornalista
Fonte: Ascom PLF
Foto: Internet

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Ray Casales

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