Armando Correa

A Humildade e as Idéias Lucrativas

Quantas oportunidades são deixadas de lado por não as percebermos? E mesmo quando elas nos são apresentadas por outra pessoa, via de regra, não as levamos em conta. Por que fazemos isso? O que nos impede de tirar proveito de idéias alheias que nos são sugeridas? Algumas explicações rondam o terreno da incredulidade, ou seja, desacreditamos que determinados pontos de vista possam ser úteis em nossos negócios, afinal, nós é que entendemos dele, não é certo?
 
Outra situação é a falta de exercitar esta virtude, que pode ser traduzida pelas palavras de um grande estudioso do empreendedorismo e do sucesso, Napoleon Hill (1883-1970): “Uma das coisas mais valiosas na vida é a arte de pôr em prática os conhecimentos e as experiências dos outros.” Então, precisamos da humildade e da prática a respeito de como podemos usufruir o conhecimento de outra pessoa.
 
O filósofo Descartes (1596-1650) pronunciou-se a respeito da humildade ao descrevê-la: “Habitualmente, os mais generosos são os mais humildes; e a humildade virtuosa é constituída somente da reflexão que fazemos a respeito da fraqueza de nossa natureza e a respeito das faltas que podemos ter cometido…” Encontramos em nós mesmos a abertura necessária para ouvir e analisar as idéias que nos chegam.
 
Por outro lado, quem consegue absorver as sugestões e, ao entender que são oportunas e as coloca em prática, amplia as chances de crescer e obter resultados superiores aos quais está acostumado. Para ilustrar esta passagem, segue-se uma experiência real de uma empresária do ramo de chocolates finos. Esta comerciante mantinha-se atuando na venda de seus produtos, limitando o seu negócio aos hábitos rotineiros. Certa ocasião, uma de suas clientes, buscando inovar o saquinho surpresa do aniversário de seu filho, solicitou que se formassem pequenos pacotes com variados produtos. O resultado foi estupendo, levando, inclusive, esta cliente a sugerir, à empresária, que oferecesse esta nova possibilidade junto aos buffets e aos consumidores.
 
A sugestão foi aceita e em pouco tempo obteve sucesso. Várias pessoas despertaram para esta inovação e, encantadas com a proposta, modificaram os seus hábitos.
 
A cliente, que é a razão dos negócios, foi também criativa e solícita ao propor uma idéia que abriu nova porta a demandas e à receita financeira. A proprietária deu ouvidos àquelas sugestões e as praticou, conquistando mais clientes e mais vendas. Ela foi humilde naturalmente, e aproveitou-se de uma situação oferecida por alguém que não entendia de chocolates. Todavia, inovou por desejo próprio, causando, portanto, o nascimento de nova alternativa comercial. Se pudermos entender que a aprendizagem ocorre diariamente, em cada oportunidade, dela retiramos ricas lições e transformamos pedra em ouro, ou seja, idéia em lucro.

Sobre o autor

Armando Correa de Siqueira Neto

Armando Correa de Siqueira Neto

Armando Correa de Siqueira Neto
CRP 06/69637
Psicólogo, consultor, conferencista e escritor.
Professor de Gestão de RH da Faculdade de Administração de Limeira/SP.
Professor de Pedagogia Empresarial pela Faculdade Maria Imaculada de Mogi Guaçu/SP
Mestrando em Liderança pela Unisa Business School.
e-Mail:
Colaborador do Jornal Portal de Lauro

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