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Gabriel Soares de Sousa

Explorador português, cronista e colonizador, nasceu em Ribatejo, Portugal em 1540. Segundo alguns autores deve ter chegado ao Brasil entre 1567 e 1569 com a armada do governador Francisco Barreto. Permaneceu na Bahia onde adquiriu uma fazenda, criou bois e prosperou fazendo-se senhor de um grande engenho de açúcar entre o rio Jaguaribe e Jequiriça. Foi vereador na Bahia e como tal, jurou fidelidade a Felipe II, rei da Espanha.

Seu irmão João Coelho de Sousa interrompeu esta vida de colono próspero. Este último chefiou uma entrada para os sertões, recolheu amostras de ouro, prata e pedras preciosas e ao morrer mandou todo este material ao irmão Gabriel Soares.
Este partiu para a Espanha de Felipe II, que também governava Portugal devido à união das duas coroas em 1581. Tinha o intuito de obter concessões necessárias a um plano de exploração e conquista das terras além do rio São Francisco (atual estado de Minas Gerais), de acordo com um roteiro que uns sete anos antes lhe legara seu irmão.

Partiu da Bahia, rumo à Europa, em fins de agosto de 1584. Requereu títulos de capitão-mor e governador, além de vários outros direitos sobre as terras que descobrisse. Os seus requerimentos demoraram em ser aprovados, o que aconteceu só em dezembro de 1590. Neste intervalo Gabriel Soares escreveu seu famoso “Tratado Descritivo do Brasil” e ofereceu-o, a 1º de março de 1587, a Cristóvão de Moura, estadista influente no governo.

O Tratado contém preciosos dados para a compreensão da formação do Brasil: o início da administração, a descrição de cada capitania e da costa, fala também sobre as tribos indígenas, bem com os hábitos e costumes de cada uma e sobre as riquezas minerais de nosso país, além de se queixar da falta de apoio da metrópole na defesa de sua colônia e do esquecimento destas terras.

Em 7 de abril de 1591, munido dos poderes concedidos pela Coroa, o novo “capitão-mor e governador”, acompanhado de centenas de pessoas, parte de Lisboa a bordo do navio “Grifo Dourado” que naufragaria em meados de junho, na enseada do rio Vazabarris, na Bahia. O malogro não o desanimou, partiu de Salvador penetrando pelos sertões e erguendo pequenas povoações de cinqüenta em cinqüenta léguas, segundo ordens régias. Enfrentou imensos problemas e obstáculos, entre eles o adoecimento de muitos homens, dentre eles o próprio Gabriel Soares, que veio a falecer pouco depois vítima de impaludismo, na Bahia, em 1592.

A maior contribuição deste colonizador é o Tratado que escreveu, importante pelas informações que contém dos primeiros tempos de nossa colonização, pela descrição da terra, plantas e animais e seu depoimento sobre as tribos indígenas. É o típico colonizador do século XVI, estabeleceu-se, tornou-se senhor de engenho, ficou rico e da mesma forma iniciou a era das entradas em busca de ouro.

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