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Matias de Albuquerque

Nasceu em Olinda por volta de 1590, ajudou a combater os holandeses que invadiram a Bahia em 1624 e acabou tornando-se governador após a rendição dos holandeses em 1 de maio de 1625.

Viajou para Portugal neste mesmo ano. Na volta, comanda uma esquadra que dá combate aos holandeses que invadiram Pernambuco (1630), chegando a tornar-se seu governador.

Dispunha de poucos recursos e a defesa era precária. Recife, sem resistência, caiu e Albuquerque incendiou os armazéns e navios com mercadorias, para que não caíssem nas mãos dos invasores.

Foi então obrigado a retirar-se com suas tropas para o Arraial do Bom Jesus, entre Olinda e Recife e estabeleceu ali o foco da resistência.

Esta localização perturbava as comunicações entre os holandeses que ocupavam as duas cidades.

Devido à superioridade holandesa, confrontos diretos favoreciam somente aos invasores melhor armados. A solução foi continuar a luta através da guerra de guerrilhas, utilizando a tática das emboscadas.

A guerrilha levou a resultados extremamente positivos para o lado luso brasileiro, porém a situação mudou quando Domingos Fernandes Calabar passou a orientar os holandeses, fornecendo informações sobre a região que ele conhecia profundamente.

A conseqüência foi a ampliação dos domínios holandeses na área.

Em meados de 1635, o Arraial do Bom Jesus foi tomado, Matias de Albuquerque teve de desistir da luta e retirou-se para Alagoas. Na retirada, de passagem por Porto Calvo, capturou e condenou Calabar à forca.

Em 1635, devido a intrigas palacianas, volta a Portugal onde foi preso e só libertado com a Restauração em 1 de dezembro de 1640, pois nessa época, Portugal estava sob o domínio da Espanha (União Ibérica).

Foi acusado de conspiração ainda outra vez, preso e libertado novamente.

Foi nomeado comandante de armas e participou de inúmeros combates na região de Estremadura (na Espanha, próxima à fronteira com Portugal) em 1644, ajudando nas lutas pela restauração.

Suas vitórias lhe valeram o título de Marquês de Alegrete. Morreu em Lisboa em 1647.

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