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Maurício de Nassau

Johann Mauritius van Nassau-Siegen (Maurício de Nassau), general e político holandês que governou as possessões holandesas no Brasil, nasceu em Dillenburg (Alemanha) em 17 de junho de 1604.

Estudou nas universidades de Genebra e Basiléia, cidades de forte influência calvinista.

Entrou a serviço do príncipe de Orange dos Países Baixos e participou em 1618 da Guerra dos Trinta Anos, podendo destacar-se sua participação na conquista de Maastricht em 1632.

Aceitou a nomeação da Companhia das Índias Ocidentais para governar as recém conquistadas possessões holandesas no Brasil. Chegou a Recife em janeiro de 1637.

Durante sua administração, que durou de 1637 a 1644, fortaleceu o domínio holandês na região.

Durante os primeiros anos do seu governo os domínios holandeses estenderam-se do Maranhão ao Rio São Francisco. Conquistou Porto Calvo e, em 1638, tentou apoderar-se da Bahia, mas não obteve êxito.

Em 1641 tentou conquistar o norte do Brasil, apesar da trégua entre Portugal e Holanda.

Sua administração conseguiu diminuir a revolta dos luso-brasileiros, introduzindo novas técnicas na produção dos engenhos, diminuindo os impostos, além de permitir liberdade religiosa.

Remodelou a cidade, construiu palácios, pontes e o observatório astronômico na ilha de Antônio Vaz, criou também a cidade de Maurícia (hoje bairro de Recife). Administrou usando como base as leis holandesas.

Das realizações de Nassau destaca-se a atenção às atividades culturais. Atraiu, para sua corte no Brasil, médicos, muitos artistas, astrônomos, naturalistas e homens de letras.

O modo personalizado com que governava a região gerou a desconfiança da Companhia das Índias Ocidentais de que ele quisesse construir aqui um reino próprio e independente da Holanda.

Os atritos entre Nassau e a Companhia geraram um rompimento e a sua demissão em 22 de maio de 1644, retornando então à Europa.

Nassau procurava governar adaptando-se à realidade local, conquistando simpatias através de uma política de conciliação, angariando assim prestígio.

Com a sua saída houve mudanças radicais na condução da política holandesa para as possessões pernambucanas.

Reiniciando novamente a luta para a expulsão holandesa, o fim de sua administração marca o declínio do domínio holandês no Brasil.

Foi então nomeado para o comando militar de Wesel, entrando a seguir para o serviço do eleitor de Brandeburgo que lhe deu o governo de Kleve na Renânia.

Em 1661 ainda a serviço do eleitor de Brandeburgo, viaja à Inglaterra em missão diplomática.

No ano de 1668 tornou-se marechal-de-campo durante a guerra entre a Holanda e a França de Luís XIV, distinguindo-se nas batalhas.

Em 1671 retorna aos seus domínios em Kleve, abandonando a carreira político-militar e lá veio a falecer em 20 de dezembro de 1674.

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