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Terno de Reis

É, simplesmente, a visita dos 3(três) Reis Magos ao Menino Jesus, que é comemorada em todo o mundo, entre os dias 25/12 a 06/01 e, em nosso município, a festa é comemorada nos dias 05 e 06/01.

Hoje só desfilam:

– Boi Janeiro, no Centro, da Mestra Vivaldina Badinha (Sinaldo e Careca)

Vivaldina Conceição mais conhecida por Dona Badinha é uma das grandes responsáveis nos conhecimentos da Cultura Popular em Lauro de Freitas, moradora da cidade desde quando nasceu vem fomentando várias tradições no Município entre elas : Terno de Reis, Samba de Roda, Tradição das Baianas e o caruru de São Lázaro e São Roque. Badinha nasceu no dia da festa do padroeiro de Lauro de Freitas, 15 de Janeiro e não deixa de dizer que gosta muito de cantar e sambar e que a cidade, para ela chama Santo Amaro de Ipitanga que Lauro de Freitas é um homem que morreu de avião e não tem nada a ver com Santo Amaro.

– Terno Estrela Dalva, em Portão, da Mestra Aidee dos Anjos.

Aideê Nascimento dos Anjos, a popular Dona Aidêe, moradora de Portão, está à frente do Terno de Reis e do Grupo Cultural Azânia de Portão. Ela fala com muito orgulho:  “Meu negócio é dançar e ensinar o que eu sei para as crianças do meu Bairro. Me sinto muito bem resgatando a Cultura de Lauro de Freitas”

No passado também desfilavam:

– Bumba Realce, em Portão, da Mestra Nicota

– Terno do Bambolê, em Vila Praiana, Mestre Artêmio Luz (Grupo Bambolê)

A Festa de Reis em Lauro de Freitas é uma tradição antiga com mais de 60 anos , que vem sendo desenvolvida pelas ruas de nossa Cidade. Hoje existe grandes Mestras da Cultura Popular como Dona Badinha e Dona Aidee, que vem fomentando a tradição.

Os Ternos desfilam cada um de sua maneira e criatividade própria, alguns vão passando de porta em porta, outros fazem desfile até a igreja do padroeiro a quem pertencem, todos com muita alegria, som e lindos figurinos.

Os ternos trazem faixa etária variadas; o Terno do Bambolê que hoje não desfilam mais e o Terno Estrela Dalva de dona Aidee trazem na sua maior parte dos componentes os mais novos e o Bumba Realce que também hoje não desfilam mais e Boi Janeiro de dona Badinha vem com sua maior parte os mais velhos.

Algumas pessoas, que criaram e trouxeram estas tradições para nosso município, hoje já são falecidos, como Dona Venú (Portão), Lindão (Portão), Manuelzinho Leite (Centro antigo Santo Amaro de Ipitanga), Damázio (Centro), Crescêncio (Centro), Amaro (Centro), Gonçalo (Centro) e muitos outros que também contribuíram para a tradição da Cultura Popular.

Antigamente os ternos viravam a noite passando de porta em porta, nas ruas da cidade e as pessoas recebiam-os, uns oferecendo uma bebidinha, outros comidas e até um dinheirinho, às vezes. A população recebiam os ternos com muita satisfação e alegria e esperavam até a madrugada, os ternos passarem.

Hoje os ternos procuram parar mais cedo “por causa”, como diz os mais velho, da violência que ronda nosso País. Cada um desenvolve de sua maneira, os mais velhos sempre trazem como “figura principar”, como dizia minha querida avó, “O BOI”. Mas, para animar e colorir mais ainda a festa, também desfilam as comédias e os ternos variados como O Terno da Estrela D’Alva, o Terno das Flores, o Terno da Rola, o Terno das Ciganas, o Terno da Sagrada Família, o Curcunda, os Reis Magos, a Loba, a Florista, a Mimosa e muitas outras figuras.


Fonte de Pesquisa: Dona Aidee, Dona Badinha, Dona Nicota, Dona Marieta Luz, Sr. Domingos Balaeiro e Sr. Candido Santa Rosa.

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