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Ápio Vinagre

Vou me embora

Bom dia, a Bênção, Mukuiu.

O nosso cantador de hoje completou 79 anos no ultimo dia 24 e hoje nos brinda com uma de suas mais belas letras. Paulo Diniz e Roberto José compuseram “Vou me embora” no início da década de 70.

Autor de músicas como “Quero voltar pra Bahia”, referência ao exílio de Caetano na Ditadura militar, é de Paulo Diniz a melodia dada a poemas de língua portuguesa de autores como Carlos Drummond de Andrade (E Agora, José?), Gregório de Matos (Definição do Amor), Augusto dos Anjos (Versos Íntimos), Jorge de Lima (Essa Nega Fulô) e Manuel Bandeira (Vou-me Embora pra Pasárgada). Enfim, é outro dos grandes que nos visitam em nossas manhãs.

É preciso enxergar a vida como uma caminhada, que nos exige decisões a cada segundo. E nós, caminhantes e viventes, precisamos estar sempre prontos para tal tarefa.

Ter a capacidade de enfrentar e lutar contra injustiças, contra a tirania, seja ela praticada por quem for, não é uma prerrogativa apenas, é uma necessidade. É imperativo.

Se Paulo Diniz cantou contra a Ditadura que exilou Caetano e tantos outros, hoje seu canto me ajuda a protestar contra a tirania do sistema judiciário brasileiro, que de forma tirana, ditatorial, travestida em uma decisão judicial, descumpre, rasga a Lei de Execução Penal e impede covardemente o Presidente Lula de prestar as últimas homenagens a seu irmão.

Enfrentar essa realidade atual brasileira passa necessariamente por decidir não pactuar com diversas situações que se nos apresentam e apresentarão em nosso dia a dia.

Que os ventos de Bamburucema nos sopre sabedoria e capacidade para enfrentar cada uma dessas situações. Que a Justiça de Nzazi esteja presente em nossa caminhada e que nos permita enxergar. Melhor decisão que cada momento nos exigir.

Boa quarta feira. #LulaLivre

“… Vou-me embora
Vou-me embora
Vou buscar a sorte
Caminhos que me levam
Não têm Sul nem Norte
Mas meu andar é firme
E meu anseio é forte
Ou eu encanto a vida
Ou desencanto a morte…

Vou-me embora
Vou-me embora
Nada aqui me resta
Senão a dor contida
Num adeus sem festa.
Eu vou na ida indo
Que o temor desperta
Cuidar da minha vida
Que a morte é certa.

Quem disse que trazia
Até hoje não trouxe
O bem de se fazer
da vida amarga, doce.

Eu não espero o dia
Pouco me importa
Se o velho é sábio
Se a menina é louca
Se a tristeza é muita
Se a alegria é pouca
Se José é fraco
Ou se João é forte
Eu quero a todo custo
Encontrar a sorte.

Vou-me embora
Vou-me embora
E levo na partida
Resolução no peito
Firme e definida
Quem vem na minha ida
Ouve a minha voz
E cada um por si
E Deus por todos nós…”

Descrevendo a imagem para pessoas cegas e/ou com baixa visão:

Card nas cores azul e branco, onde se lê em letras pretas o seguinte texto:

“… A vida me ensinou a tomar decisões com mais consciência e a assumir a responsabilidade pelas minhas escolhas…”

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