CBF realiza palestra sobre saúde mental na era digital em alusão ao Setembro Amarelo – LNF

• São Paulo | SP

Foto: Luciana Vermell / CBF

A CBF reuniu os colaboradores nesta terça-feira (29) para uma palestra de conscientização que integra a programação do Setembro Amarelo na entidade. A neuropsicóloga Luisa Cunha abordou o tema “Saúde Mental e os Desafios da Era Digital”, buscando um assunto que, embora pareça silencioso, hoje atinge uma parcela significativa da população. Após a palestra, os colaboradores puderam interagir e tirar dúvidas.

Queríamos tratar de algo diferente e, em algumas conversas com a doutora Luisa, ela ofereceu este tema. Dividindo com o doutor Guilherme (Nogueira, gerente geral de RH da CBF), concluímos que esse tema faria mais sentido para a nossa palestra, por alcançar a todos.

Luciana Bastos, coordenadora de RH da CBF

Os impactos da hiperconectividade

A palestra abordou os impactos da hiperconectividade sobre a saúde mental e a rotina, destacando questões como sobrecarga cognitiva, tecnoestresse e burnout digital, procrastinação digital, multitarefa e atenção fragmentada, telepressão e dificuldade de desconexão. A discussão integrou as ações do Setembro Amarelo a uma perspectiva mais ampla de valorização da vida, tratando não apenas da prevenção ao suicídio, mas também de comportamentos cotidianos que podem afetar o bem-estar, as relações e a capacidade de produzir sentido.

Quando a gente fala de saúde mental, isso é um guarda-chuva que vai abarcar várias questões que têm a potencialidade de não estarem muito bem e trazerem prejuízos existenciais, subjetivos e cognitivos. A importância de usar espaços como o Setembro Amarelo é para, sim, falar sobre a prevenção do suicídio, mas também sobre processos de valorização da vida, conscientização e prevenção.

Luisa Cunha, neuropsicóloga

Territórios livres de telas

Entre as estratégias apresentadas para enfrentar os efeitos do uso excessivo da tecnologia, Luisa destacou a retomada de hábitos básicos, como sono, alimentação e higiene, sem a presença constante de dispositivos eletrônicos. Uma das propostas é estabelecer “territórios livres de telas”, reservando momentos do cotidiano para a desconexão.

É criar espaços onde não necessariamente a tecnologia precisa participar. Pode ser num encontro pessoal, num encontro familiar, num momento de higiene ou de alimentação. Quando a gente começa a tentar alguns manejos, vai entendendo o quanto isso é possível e também o quanto a tecnologia nos afeta.

Luisa Cunha, neuropsicóloga

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