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Marlon, único gaúcho do elenco campeão mundial de futsal em 2024, no Uzbequistão, relembrou o título e a trajetória que o levou ao topo em entrevista à GZH. Aos 38 anos, o fixo, natural de Canoas e criado em Nova Santa Rita, defende desde fevereiro o Selangor, da Malásia, onde vive a temporada mais goleadora da carreira.
O dia perfeito da final
A final da Copa do Mundo de 2024 foi contra a Argentina, a maior rival, e o Brasil venceu por 2 a 1, com gols de Ferrão e Rafa Santos, e voltou a ser campeão mundial depois de 12 anos. “Era o dia perfeito. O melhor campeonato do mundo, o mais importante da tua vida, e o adversário da final é o teu maior rival”, disse Marlon.
Ele marcou quatro gols e deu uma assistência em sete jogos e foi eleito o segundo melhor jogador da Copa, atrás apenas de Dyego. Quatro anos antes da conquista, o Brasil havia perdido para a Argentina na semifinal de 2021, na Lituânia, derrota que Marlon diz ter virado combustível.
ACBF, Espanha e Corinthians
- ACBF: foi o clube onde viveu as principais conquistas, como o Mundial de Clubes de 2012, em Carlos Barbosa, duas Libertadores e um título da Liga Nacional
- Espanha: jogou no Inter Movistar, foi campeão espanhol, ganhou a Champions League com o Palma, em 2023, e passou pelo ElPozo até 2025
- Corinthians: chegou na reta final da primeira fase da Liga Nacional e foi à decisão, perdida para o Jaraguá
Marlon contou que o filho mais novo, Matteo, se apaixonou pelo Corinthians. “A gente é gaúcho, poderia torcer para o Grêmio, para o Inter, mas não sei se a gente realmente não vai ter um corintiano em casa”, disse. A LNF recebeu Marlon no Passaporte LNF, na LNFTV.
A fase na Malásia
No Selangor, ele tem 15 jogos, 34 gols e 22 assistências na liga local, e atua mais como pivô, perto do gol. O técnico Edgar Baldasso já havia trabalhado com ele na ACBF, o que facilitou a adaptação. A liga permite dois estrangeiros por equipe, e, entre os seis estrangeiros dos três principais clubes do país, cinco são brasileiros.
Fora das quadras, o fixo sente falta do churrasco, já que a carne precisa ser comprada em Kuala Lumpur, e toma o chimarrão no fim da tarde ou com o ar-condicionado ligado, por causa do calor. “Eu trouxe erva, cuia e térmica para a Malásia, só que aqui é muito quente”, contou. A LNF mostrou a emoção de Marquinhos Xavier com o 15º título na Seleção, o técnico com quem Marlon foi campeão do mundo.