Profissionais do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Centro de Ubatuba participaram do I Encontro de Serviço Social e Políticas Sociais (ESSPS), realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), no campus Baixada Santista. Durante o evento, a equipe apresentou um trabalho sobre a importância da identificação étnico-racial nos registros de atendimento da assistência social.
O encontro marcou os dez anos do Programa de Pós-Graduação em Serviço Social e Políticas Sociais (PPGSSPS) da universidade e reuniu pesquisadores, estudantes e profissionais para discutir políticas públicas, práticas profissionais e desafios relacionados à garantia de direitos sociais.
Representando o CRAS Centro de Ubatuba, participaram duas assistentes sociais e uma psicóloga, que compartilharam experiências sobre a implementação do quesito étnico-racial como informação obrigatória nos prontuários e registros de atendimento utilizados pela equipe.
O trabalho abordou os desafios desse processo, a importância do letramento racial entre os profissionais e a necessidade de conhecer o perfil da população atendida para orientar estratégias de intervenção e enfrentamento ao racismo.
“A identificação étnico-racial nos atendimentos é fundamental para conhecermos melhor a população que utiliza os serviços da assistência social. Esses dados contribuem para reconhecer desigualdades, aprimorar as estratégias de atendimento e desenvolver ações voltadas à promoção da equidade racial. Também é importante investir na formação das equipes para que esse processo seja realizado com responsabilidade e respeito”, explicou assistente social, Mariana Lopes.
A programação do encontro contou com palestras, minicursos, apresentações de trabalhos acadêmicos, atividades artístico-culturais, lançamento de livro e celebração dos dez anos do programa de pós-graduação.
A participação dos profissionais de Ubatuba possibilitou a troca de experiências com representantes de outras instituições e o debate sobre práticas de atendimento, produção de informações e aprimoramento das políticas sociais.
O trabalho apresentado pela equipe do CRAS Centro destacou que o registro adequado das informações étnico-raciais pode contribuir para a identificação de desigualdades no acesso aos serviços e para o planejamento de ações mais adequadas às necessidades da população.
Outro ponto abordado foi a importância do letramento racial, entendido como um processo de formação que permite aos profissionais compreender as relações étnico-raciais e reconhecer situações de discriminação e desigualdade no atendimento à população.