Estado se tornou o mais competitivo do Brasil ao abrir vantagem de cerca de 7 pontos sobre o agora segundo colocado – Fotos: Roberto Zacarias / SecomGOVSC
Santa Catarina acaba de conquistar uma marca inédita: pela primeira vez na história, é o Estado mais competitivo do Brasil, superando o desempenho de São Paulo, que liderava o ranking desde sua primeira edição. O Ranking de Competitividade dos Estados foi divulgado nesta quinta-feira, 27, em São Paulo, pelo Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com a Tendências Consultoria Integrada. Santa Catarina alcançou 87 pontos na avaliação, contra 80 de São Paulo, abrindo uma vantagem de cerca de 7 pontos e assumindo a liderança nacional.
O governador Jorginho Mello recebeu a novidade pouco antes de participar de um painel de discussão juntamente com os governadores do Piauí, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. Durante o ato, ele mostrou o que foi feito no Estado sob sua gestão nas mãos diversas áreas e projetou o que ainda deve sair do papel nos próximos anos para que Santa Catarina continue com os excelentes indicadores.
“Ser o estado mais competitivo do Brasil é motivo de orgulho, e também aumenta a nossa responsabilidade. O ranking mostra onde estamos bem e também aponta onde ainda podemos trabalhar para melhorar. E é isso que vamos fazer: nosso trabalho continua, porque competitividade significa criar melhores condições para quem vive, trabalha, empreende e investe no melhor Estado do Brasil, Santa Catarina”, avalia o governador Jorginho Mello.
A conquista de Santa Catarina reflete a evolução em uma série de indicadores e que vão além do primeiro lugar em Segurança Pública, Sustentabilidade Social, Capital Humano e Potencial de Mercado. Entre os destaques desta avaliação estão, por exemplo, o terceiro lugar alcançado em Eficiência da Máquina Pública — Santa Catarina ocupava a 10ª colocação neste pilar e saltou para a 3ª colocação nesta edição. Entre outros atributos, a Eficiência da Máquina Pública é medida por indicadores como a Qualidade da Informação Contábil e Fiscal e o custo dos poderes estaduais (Executivo, Legislativo e Judiciário).
Além da liderança geral, Santa Catarina também se destaca pela abrangência do desempenho: está entre os cinco primeiros colocados do Brasil em todos os dez pilares do Ranking. Em Capital Humano, Santa Catarina mantém a 1ª posição nacional pelo quarto ano consecutivo. O Estado chegou à liderança do pilar em 2023, após um salto de 23 posições, e desde então permanece no topo. Em Segurança Pública, a trajetória de liderança é ainda mais longa. Santa Catarina ocupa novamente o 1º lugar nacional em 2026 e já havia liderado o pilar em oito das nove edições anteriores, incluindo uma sequência ininterrupta entre 2019 e 2025.
O Estado também retorna à liderança de Sustentabilidade Social. Depois de ocupar o 1º lugar por nove anos consecutivos, entre 2016 e 2024, e passar para a 2ª posição em 2025, Santa Catarina recupera o topo em 2026. Em Potencial de Mercado, Santa Catarina avançou duas posições, passou do 3º para o 1º lugar e alcançou sua melhor colocação histórica no pilar. O resultado reforça o desempenho do Estado em uma dimensão relacionada às oportunidades e ao dinamismo econômico. Os avanços de Santa Catarina em 2026 também foram expressivos em Educação, com o Estado saltando do 9º para o 2º lugar nacional.
“Esse resultado mostra que competitividade também se constrói com método, planejamento, estratégia e trabalho consistente. Desde 2023, passamos a olhar para os indicadores do ranking de maneira estruturada, identificando onde Santa Catarina precisava avançar e trabalhando de forma integrada com as diferentes áreas. Reduzimos uma distância que era de 5,6 pontos para 1,4 ponto no último ano e, agora, conseguimos ultrapassar São Paulo com a manutenção da primeira colocação em Segurança Pública e com a conquista em áreas como Sustentabilidade Social, Capital Humano e Potencial de Mercado”, observa o secretário de Estado da Fazenda, Cleverson Siewert.
Resultado de SC é reflexo de avanços sociais e econômicos
O Ranking de Competitividade dos Estados reúne indicadores considerados fundamentais para a promoção da competitividade e para a melhoria da gestão pública. A avaliação é baseada em dez pilares temáticos: Infraestrutura, Sustentabilidade Social, Segurança Pública, Educação, Solidez Fiscal, Eficiência da Máquina Pública, Capital Humano, Sustentabilidade Ambiental, Potencial de Mercado e Inovação.
O resultado obtido em 2026 reflete uma série de avanços sociais e econômicos a partir de ações do Governo do Estado desde 2023. Os dados avaliados pelo estudo também passaram a ser acompanhados e utilizados como instrumentos de gestão pública pelas equipes técnicas desde o início da atual administração. Santa Catarina estava 5,6 pontos atrás de São Paulo em 2023. A distância caiu para apenas 1,4 ponto na edição de 2025 e agora foi revertida.
Desempenho catarinense nos últimos três anos
A análise do desempenho de Santa Catarina em 2023 e a comparação com São Paulo e Paraná, que ocupavam respectivamente a primeira e a terceira posições naquele levantamento, levou a Secretaria de Estado da Fazenda a elaborar um diagnóstico e definir uma estratégia de atuação.
Naquele momento, Santa Catarina já apresentava desempenho de destaque em diversas áreas. Em 2023, o Estado ocupava a primeira posição em Sustentabilidade Social, Capital Humano e Segurança Pública. Estava em terceiro lugar em Infraestrutura, Eficiência da Máquina Pública e Inovação; em quarto em Potencial de Mercado; e em quinto em Sustentabilidade Ambiental e Educação. O principal desafio estava em Solidez Fiscal, pilar no qual Santa Catarina aparecia em sétimo lugar.
“Mais importante do que a fotografia daquele ano foi a decisão de utilizar o ranking como ferramenta de planejamento e acompanhamento de políticas públicas. Transformamos os dados em informações e implementamos uma série de ações que envolveram todo o Governo do Estado, traçando metas para buscar os melhores resultados”, explica o secretário Cleverson Siewert.
Planejamento e ações prioritárias
A partir desse diagnóstico, a lógica mudou. Em vez de esperar a divulgação de cada edição para avaliar a posição do Estado, o Governo passou a trabalhar antecipadamente sobre os indicadores com maior potencial de avanço. O ranking deixou de ser apenas uma fotografia anual e passou a funcionar como instrumento de planejamento para orientar ações e prioridades.
O processo passou a envolver a identificação dos indicadores prioritários, a definição das áreas responsáveis, a elaboração de projetos e o acompanhamento dos resultados. A Fazenda assumiu a coordenação técnica, em articulação com a Secretaria de Estado do Planejamento e os demais órgãos responsáveis pelos indicadores.
A Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan) utiliza o Ranking como referência para alguns dos 200 indicadores socioeconômicos do Avança SC – Estratégia de Desenvolvimento 2035, iniciativa a longo prazo que integra dados, diagnóstico regional e participação das associações municipais. Atualmente, cerca de 76% dos indicadores do Ranking de Competitividade também são monitorados pelo Avança SC.
“Tenho a plena convicção de que este resultado é fruto de um trabalho, iniciado pelo governador Jorginho Mello lá em 2023. Agora a nossa missão é fazer um esforço coletivo e garantir a manutenção desta liderança para os próximos anos”, enfatiza o Secretário de Planejamento, Arão Josino.
As equipes também analisaram a metodologia do estudo, buscaram informações junto ao CLP e apoiaram as secretarias na qualificação dos indicadores e na elaboração de planos de melhoria. Um exemplo foi a revisão da metodologia do pilar de Capital Humano, que contribuiu para que Santa Catarina passasse da 24ª posição para a liderança.
Os avanços começaram a aparecer nas edições seguintes. Em 2025, Santa Catarina ganhou sete posições em Potencial de Mercado, passando da 10ª para a 3ª colocação, e alcançou o 2º lugar em Inovação. O Estado também avançou três posições em Sustentabilidade Ambiental.
Na mesma edição, Santa Catarina manteve a liderança em Segurança Pública e Capital Humano, permanecendo na vice-liderança geral pelo nono ano consecutivo. O desempenho contribuiu para reduzir ainda mais a distância em relação a São Paulo, que até então ocupava o primeiro lugar.
O Ranking
Criado em 2011, o Ranking de Competitividade dos Estados compara as 27 unidades da Federação a partir de indicadores econômicos e sociais distribuídos em dez pilares temáticos. O objetivo é avaliar fatores considerados fundamentais para a competitividade e para a melhoria da gestão pública nos Estados brasileiros.