Neste 2 de abril, Dia Mundial do Autismo, o tema “Autonomia se constrói com apoio” reforça que a independência das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) é resultado do suporte da família, da escola, dos profissionais e das políticas públicas.
Em Santa Catarina, o Governo do Estado tem avançado na ampliação dos serviços e na qualificação da rede de atendimento.
Em 2025, foi atualizada a Linha de Cuidado Estadual voltada à Deficiência Intelectual (DI) e ao TEA.
Atualmente, estima-se que entre 35 mil e 40 mil catarinenses sejam atendidos ou estejam em investigação para TEA na rede pública.
A porta de entrada para o diagnóstico é a Unidade Básica de Saúde (UBS), de onde o paciente é encaminhado para serviços terapêuticos e especializados conforme a macrorregião de saúde.
Outro avanço é a Lei Estadual nº 18.972/2024, que garante direitos, tratamento e suporte a adolescentes e adultos com diagnóstico tardio de autismo.
As ações integram a Política Catarinense para Pessoas com TEA, desenvolvida em parceria com a Secretaria de Estado da Educação e a Fundação Catarinense de Educação Especial.
Atualmente, Santa Catarina conta com seis Centros Especializados em Reabilitação (CER), que oferecem diagnóstico, terapias e acompanhamento multiprofissional.
Juntos, os centros realizaram mais de 201 mil procedimentos terapêuticos em 2025.
A SES mantém ainda convênios com 144 serviços terapêuticos, muitos deles geridos por Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAEs), que atendem mais de 20 mil pessoas, entre elas pacientes com TEA, em todo o estado.
Mensalmente, são investidos mais de R$ 3,8 milhões nesses serviços, sendo R$ 2,6 milhões provenientes do Governo do Estado.
Repórter: Eduardo Melo