Às vésperas de um novo ciclo olímpico, judocas do Pinheiros “pedem passagem” por uma vaga para Los Angeles 2028 





No Clube desde a categoria Júnior, Nauana Silva, Beatriz Freitas e Sarah Souza estão em plena evolução e tem reais chances de disputar as próximas Olimpíadas

Com resultados expressivos nas últimas competições internacionais e evolução no ranking mundial, as judocas do Esporte Clube Pinheiros, Nauana Silva (-70kg), Beatriz Freitas (-78kg) e Sarah Souza (-57kg), vivem grande fase e despontam como fortes candidatas do judô brasileiro para representarem a seleção na próxima Olimpíada. O ciclo Olímpico Los Angeles 2028 já começa a partir do Grand Prix de Qingdao, na China, de 26 a 28 de junho. 

Nauana Silva disputava as competições na categoria meio-médio (-63kg) e recentemente avançou de peso, para a categoria peso-médio (-70kg). E detalhou o processo da mudança. “Foi um processo bem discutido com a comissão técnica do Clube, me senti bem confortável em mudar de categoria e confiar em mim mesma nas competições. Foi um processo tranquilo. O -70kg era uma categoria mais aberta em questões internacionais, então juntei algumas ideias da comissão, com as minhas, entramos em consenso e tomamos a melhor decisão”, contou. 

Nauana Silva com a medalha do Grand Slam de Astana-KAZ. Foto: Renan Dantas/Pinheiros

Na nova categoria, a judoca já conquistou o Campeonato Pan-Americano e a medalha de bronze no Grand Slam de Astana-Cazaquistão e já é a primeira do ranking nacional.  “Fui muito focada em ser campeã no Pan, deixei as coisas fluírem, confiei muito na comissão técnica aqui do Clube e tive autoconfiança, que levei para dentro do tatame e pude fazer o meu melhor”, completou Nauana, que defende as cores do Pinheiros desde 2019.

Beatriz Freitas, na categoria até 78kg, está no TOP 12 do ranking mundial e é líder do nacional.  Foi medalhista de bronze no Pan-Americano e também no Grand Slam de Astana. “Tenho feito um primeiro semestre muito bom, com boas lutas e estou evoluindo muito tecnicamente e taticamente. Já tinha feito uma boa Seletiva Nacional, consegui a vitória, assim como no Campeonato Pan-Americano. Depois veio o Grand Slam de Astana em que pude ganhar a medalha de bronze pelo segundo ano  consecutivo: estava feliz, queria muito lutar, competir contra atletas fortes e bem ranqueadas. Consegui ir me adaptando para conquistar o terceiro lugar”, disse. Assim como Nauana, Beatriz está no Pinheiros desde 2019.  

Beatriz Freitas com a medalha do Grand Slam de Astana-KAZ. Foto: Renan Dantas/Pinheiros

Sarah Souza (-57kg) é outra judoca do Pinheiros que iniciou muito bem o ano de 2026. Venceu a Seletiva Nacional, foi vice-campeã do Pan-Americano e conquistou a medalha de bronze no Grand Slam de Astana. “Foi um início de ano muito bom e está sendo muito importante para mim e para minha evolução não só dentro do dojô, mas mentalmente também. Estou mais confiante e estou vendo que o que estou fazendo no tatame do Clube está dando certo nas competições e está sendo muito bom para mim”, contou. 

Sarah Souza com a medalha no Grand Slam de Astana-KAZ. Foto: Renan Dantas/Pinheiros

Como concorrentes por uma vaga Olímpica, Sarah  tem atualmente Shirlen Nascimento e Jéssica Lima na frente no ranking mundial. “Iniciei o ano em 140ª no ranking mundial e agora estou na 25ª colocação. Estou perto da Jéssica (atual 17ª) e a Shirlen está bem na frente (3ª colocada). São adversárias duras, que já venci e já perdi e será um ciclo Olímpico acirrado e estou me preparando para que no final dê tudo certo, que eu consiga ultrapassar as duas e me classificar para Los Angeles”, comentou a judoca, que defende o Pinheiros desde 2020. 

O head coach do judô do Pinheiros, Leandro Guilheiro, também destacou a boa fase e evolução das atletas, que estão juntas no Clube desde a categoria Júnior. “ O mais legal das três é que são atletas que estão aqui desde as categorias de base (júnior), cada uma com uma história diferente e elas começaram a fazer essa transição para o adulto desde muito jovem e já estão tendo os resultados de forma expressiva e relevante em suas respectivas categorias. É um grupo fechado, são meninas muito próximas que estão construindo esse caminho, que agora está aflorando na categoria adulta”, finalizou.

Esq para dir. Beatriz Freitas, Nauana Silva e Sarah Souza. Foto: Renan Dantas/Pinheiros

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