A Secretaria de Assistência Social de Ubatuba continua avançando na elaboração do Diagnóstico Socioterritorial – um levantamento que busca capturar as particularidades de cada região e segmento, que resultará em um mapeamento integrado e abrangente da realidade do município.
Nesta segunda-feira, 28, foi realizada mais uma etapa do processo: um encontro com os beneficiários do Cras Oeste, que apontaram demandas como desafios enfrentados por Idosos e Pessoas com Deficiência para acessar serviços públicos, além de sugestões de estratégias para enfrentamento a situações de isolamento e vínculos comunitários fragilizados.
“A equipe do CRAS Oeste realizou a mobilização e o convite aos usuários do território, incentivando sua participação neste importante espaço de escuta e construção coletiva. A presença deles foi fundamental para contribuir com suas vivências, percepções e experiências em relação aos serviços socioassistenciais ofertados no território”, comentou a coordenadora do Equipamento, Kelly Prado.
Até agora, já foram realizados 17 encontros em 09 unidades socioassistenciais do município, como o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), os três Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), o Serviço de Acolhimento para Crianças e Adolescentes (SAICA), a Casa de Passagem, e os Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos realizados junto ao Gaiato e o Namaskar.
O sociólogo da pasta, Uirá de Freitas, explicou que, após o encerramento dos encontros, o objetivo é compilar as informações e produzir o documento. Em seguida, a equipe passará
por uma série de formações com uma empresa especializada para produzir mapas e gráficos com informações do IBGE, CadÚnico e bancos de dados municipal.
“A ideia é fazer o Diagnóstico Socioterritorial ainda esse ano, para impulsionar e enriquecer a execução do Plano Municipal de Assistência Social em 2027”, comentou Freitas.
O diagnóstico é um instrumento técnico de pesquisa e análise utilizado para subsidiar o planejamento, a gestão e a avaliação das políticas públicas, especialmente no âmbito do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). O trabalho pretende identificar serviços e benefícios disponíveis, situações de desproteção e de risco por violências e violações de direitos, além de demandas não atendidas e demais necessidades da população. Após essa etapa, as informações serão consolidadas em um relatório final, com previsão de publicação e apresentação do Diagnóstico Socioterritorial em dezembro.
“Com o diagnóstico em mãos, o município consegue tomar decisões bem informadas. Ele mostra o que é prioridade, ajuda a organizar os serviços da prefeitura e garante que o dinheiro do orçamento seja gasto do jeito certo”, finalizou a secretária de Assistência Social, Silvia Issa.