Campo Grande recebe nesta semana o 3º Fórum Centro-Oeste de Segurança Rodoviária – Rota Bioceânica, evento que reúne autoridades brasileiras e representantes internacionais para discutir logística, infraestrutura, segurança viária e integração econômica entre os países da América do Sul.
Com a participação de delegações da Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Peru, o Fórum consolida Mato Grosso do Sul como peça estratégica no desenvolvimento da Rota de Integração Latino-Americana (RILA), considerada uma das principais conexões logísticas do continente.
Durante a abertura do evento, o ministro da carreira diplomática do Ministério das Relações Exteriores, João Carlos Parkinson de Castro, destacou que o corredor bioceânico representa mais do que uma nova alternativa logística para o Brasil “O corredor não é só transporte. O corredor é segurança geopolítica. No momento de fechamento de grandes vias internacionais de comércio, nós estamos desenvolvendo uma solução logística independente e segura para os nossos operadores”, e também ressaltou o potencial econômico da rota para o Estado “O que eu espero é que jovens empreendedores do Estado criem suas empresas, importem produtos e desenvolvam aqui pequenos polos industriais para distribuição para todo o Brasil”, completou.
O diretor-presidente do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS), Rudel Espíndola Trindade Júnior, chamou atenção para os desafios da segurança viária diante do crescimento logístico do Estado “O Mato Grosso do Sul vive um momento muito forte na logística, mas precisamos melhorar nossos indicadores de trânsito. Esse é um trabalho que devemos desenvolver junto com os demais órgãos”.
Já o diretor-presidente do Setlog MS, Cláudio Antônio Cavol, destacou que o Estado se prepara há anos para a consolidação da Rota Bioceânica “Em 2013, nós já buscávamos uma rota para o Pacífico e Mato Grosso do Sul fez seu dever de casa. Mas ainda temos desafios importantes, principalmente relacionados à burocracia e à modernização das aduanas”.
Ao abrir o evento, o diretor social do Sindicargas MS e CEO da Segsatra Consultoria, André Luiz Ferreira, ressaltou que o Fórum se tornou um espaço de integração entre instituições, empresas e lideranças internacionais “Se eu fosse resumir esse Fórum em uma palavra, seria relacionamento. Quando pessoas e instituições se juntam, conseguimos trazer grandes discussões e colocar Mato Grosso do Sul no cenário nacional e internacional”.
O secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, enfatizou a relevância estratégica de Campo Grande liderar o debate sobre o futuro do desenvolvimento regional, vislumbrando a cidade como o epicentro logístico da América Latina ‘A Rota Bioceânica é o divisor de águas para Campo Grande. Ela pavimenta o caminho para um novo ciclo de oportunidades econômicas, um turismo vibrante, afluência de investimentos e uma integração internacional que solidifica nossa posição como um ponto nodal de conexão para o comércio e o progresso regional”.
A programação do Fórum segue até esta terça-feira (26), com painéis técnicos, debates sobre inovação, sustentabilidade, gestão de tráfego, cooperação internacional e segurança nas rodovias.