Foto: Divulgação /Cepon
O Centro de Pesquisas Oncológicas (CEPON), unidade do Governo de Santa Catarina, completa 52 anos neste sábado, 31 de outubro. Entre os avanços, desde 2023, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) tem investido na ampliação da estrutura e dos serviços. Assim, foi possível alcançar um aumento de 44,3% no número de transplantes de medula óssea em 2026, comparado com o mesmo período de 2025. Os dados apontam crescimento na radioterapia e a realização de mais de 62 mil consultas médicas, reforçando o papel da instituição na assistência oncológica pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
“Por determinação do governador Jorginho Mello, estamos avançando na ampliação e qualificação da rede de saúde em Santa Catarina. Desde 2023, o Estado vem investindo no CEPON, com mais leitos, ampliação de áreas assistenciais e modernização tecnológica, fortalecendo a estrutura para atender à crescente demanda por tratamento oncológico. Estamos proporcionando melhores condições de trabalho às equipes e mais conforto e acolhimento aos pacientes. Nosso compromisso é oferecer uma assistência integral e humanizada, ampliando o acesso ao tratamento especializado, porque quem tem câncer tem pressa”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi.
Para comemorar a data, no dia 28 de outubro foi realizado um evento em que foram celebrados avanços na infraestrutura do hospital, novos leitos, consultórios e equipamentos, aumento de procedimentos e consultas, além da entrega de doações por grupo de voluntários. Entre as expansões mais recentes estão a entrega de 16 novos leitos de enfermaria e a construção de um novo laboratório de anatomia patológica, com readequação de espaços para novos consultórios e ampliação do espaço assistencial.
De janeiro a setembro de 2026, o CEPON realizou 114 transplantes de medula óssea, ante 79 no mesmo período do ano anterior. O procedimento é indicado para o tratamento de determinadas doenças hematológicas e pacientes que atendem a critérios clínicos específicos. São realizados transplantes autólogos, quando são utilizadas células do próprio paciente, e alogênicos, quando as células são provenientes de um doador.
“Completar 52 anos é reconhecer a trajetória de uma instituição construída pelo trabalho de muitas pessoas engajadas na causa e pelo compromisso com a vida. Os resultados da assistência refletem a dedicação das nossas equipes e a busca permanente por oferecer um atendimento especializado, seguro e humanizado aos pacientes do SUS. Seguimos trabalhando para fortalecer os serviços, ampliar as possibilidades de tratamento e garantir que cada paciente seja acolhido com respeito e dignidade”, afirma o diretor-geral do Cepon, Alvin Laemmel.
Transplante representa uma nova chance de vida
Por trás dos números estão histórias de pacientes que encontraram no transplante uma nova possibilidade de tratamento. Uma delas é a de Ana Jaqueline, de 33 anos, mãe de três filhos, que enfrentou cerca de três anos e meio de tratamento contra o linfoma de Hodgkin. Ela passou por aproximadamente 45 a 50 sessões de quimioterapia e diferentes protocolos terapêuticos até receber a indicação para o transplante alogênico. A busca pelo doador começou dentro da própria família, o pai tornou-se doador e o transplante foi realizado em outubro de 2025.
Próxima de completar 11 meses do procedimento, Ana retomou atividades cotidianas e acompanha o crescimento dos filhos. Para ela, o transplante representou a oportunidade de recomeçar. “E o transplante me deu a liberdade de viver. Viver uma nova história, uma nova vida”, conta.
Radioterapia e consultas
A radioterapia apresentou crescimento de 5,39%, passando de 18.500 procedimentos em 2025 para 19.498 em 2026. Em consultas médicas, o CEPON contabilizou 62.321 atendimentos em 2026, ante 61.911 no período comparativo de 2025. Os indicadores integram o balanço assistencial da instituição, que reúne serviços de diferentes especialidades e modalidades terapêuticas para o atendimento de pacientes oncológicos pelo SUS.
Acolhimento no tratamento
Aos 58 anos, Carla Luzia Ferreira Neves descobriu o câncer de mama e iniciou o tratamento no CEPON em março de 2026. Desde então, passou por uma mastectomia, cirurgia para retirada da mama, e segue em acompanhamento. Ao recordar os primeiros meses no hospital, Carla destaca o acolhimento recebido dos profissionais. “Eu me senti amada aqui, eu me senti protegida e eu me senti cuidada. São profissionais incríveis que trabalham aqui, que cuidam de mim”, relata.
O CEPON reafirma sua trajetória na assistência especializada a pessoas com câncer, oferecendo serviços de oncologia clínica, cirurgia oncológica, hematologia, radioterapia, braquiterapia, cuidados paliativos e atendimento multiprofissional, além de desenvolver atividades de pesquisa clínica. Unidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES/SC), sob gestão da Fahece, a instituição tem sua atuação pautada na produção de conhecimento e na humanização do atendimento.
Texto: Michelle Valle / Comunicação CEPON
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