A CET-Rio realiza o serviço de micro raspagem (ou microfresagem) do asfalto para a pintura, um desgaste superficial e controlado do pavimento feito por máquinas específicas. O objetivo principal é remover sinalizações antigas antes de aplicar uma nova demarcação viária, garantindo que o piso fique limpo e plano. Após esse processo, a via receberá a pintura e sinalização em azul e branco, delimitando no asfalto o espaço destinado à circulação de motos.
As equipes seguem trabalhando também na finalização de mais oito quilômetros de faixas preferenciais na Autoestrada Engenheiro Fernando Mac Dowell, no sentido Barra da Tijuca, entre a Avenida Niemeyer e a Avenida Embaixador Gabriel Landa, além da Avenida Engenheiro Freyssinet e do Elevado Rufino de Almeida Pizarro, em ambos os sentidos.
A CET-Rio já concluiu a implantação de 19 quilômetros de motofaixas no eixo Lagoa-Barra, abrangendo as avenidas Borges de Medeiros e Epitácio Pessoa, a Rua Mário Ribeiro, o Túnel Acústico Rafael Mascarenhas e a Avenida Padre Leonel Franca. Os motociclistas já podem utilizá-las com mais disciplina e segurança, evitando colisões, principalmente quando o tráfego estiver lento. Os carros poderão passar sobre ela, com atenção, somente no momento de mudança de faixa de trânsito.
A primeira motofaixa do Rio foi criada em 2024 na autoestrada Engenheiro Fernando Mac Dowell, em São Conrado, no sentido Lagoa, com 2 quilômetros de extensão. O corredor formado pela Avenida Rei Pelé e Rua Teixeira Soares, no Maracanã, foi o segundo local e recebeu 2,4 quilômetros no sentido Centro, e 1,7 quilômetros no sentido Méier.
Estudos indicam alta adesão dos motociclistas às motofaixas, com índices entre 86% e 96%, além de melhora na organização do fluxo de veículos. No entanto, a Prefeitura destaca que a segurança depende também de fiscalização e controle de velocidade, com uso de tecnologia, videomonitoramento e radares.